O mercado de grãos iniciou a semana com movimentos opostos na Bolsa de Chicago. Enquanto a soja fechou em baixa, pressionada pela previsão de uma safra recorde nos Estados Unidos, o milho e o trigo registraram alta, impulsionados por fatores específicos de oferta e demanda.
Os contratos da soja para novembro encerraram a segunda-feira (24/8) com queda de 1,23%, cotados a US$ 12,2425 o bushel. De acordo com a consultoria Granar, a pressão veio de duas frentes. A primeira foi a divulgação, na sexta-feira, dos resultados da expedição Pro Farmer Crop Tour, que projetou uma safra recorde de soja nos EUA para a temporada 2026/27, estimada em 124,43 milhões de toneladas. Esse número supera a projeção do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que apontou 122,99 milhões de toneladas.
Já o segundo fator foi a forte queda nos preços do petróleo no mercado internacional. A Granar explica que a exclusão do óleo de canola canadense das novas tarifas de 50% impostas pelos EUA ao Canadá reduziu a demanda por óleos vegetais concorrentes, impactando indiretamente a soja, utilizada na produção de biodiesel.
Milho e trigo sobem
Diferentemente da soja, o milho abriu a semana em alta. Os contratos para dezembro avançaram 1,38%, para US$ 5,1550 o bushel. A Pro Farmer Crop Tour indicou uma colheita de milho nos EUA de 389,75 milhões de toneladas, abaixo da estimativa do USDA de 406,75 milhões de toneladas. Além disso, a expectativa de aumento das importações pela União Europeia, que enfrenta ondas de calor, também sustentou os preços.
Por fim, o trigo registrou leve alta na sessão. Os lotes para dezembro subiram 0,04%, fechando a US$ 6,9950 o bushel.