A soja encerrou a sessão desta sexta-feira (18/09) em queda na bolsa de Chicago, contrariando as expectativas de que o anúncio de novas vendas para a China pudesse impulsionar as cotações. Os contratos para novembro recuaram 1,23%, negociados a US$ 13,0350 o bushel.
Nem a confirmação de que a soja pode estar na pauta do encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, previsto para a próxima semana, foi suficiente para mudar o cenário. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) também anunciou a venda de 111 mil toneladas para a China, com entrega para a safra 2026/2027, mas o mercado ignorou o movimento.
A pressão de baixa vem do avanço da colheita nos Estados Unidos, que até o momento não registra problemas climáticos ou de produtividade. O bom andamento dos trabalhos de campo reforça a expectativa de oferta abundante, mantendo os preços no campo negativo.
Milho e trigo também caem
O milho acompanhou a tendência de baixa. Os contratos para dezembro fecharam em queda de 0,57%, a US$ 5,2750 o bushel, também pressionados pela colheita americana, apesar dos cortes recentes na estimativa de produção do país.
Já o trigo teve recuo mais acentuado: os contratos para dezembro caíram 1,75%, a US$ 7,1425 o bushel. O movimento foi atribuído à realização de lucros, enquanto as incertezas em relação ao escoamento do cereal pelo Mar Negro continuam no radar dos investidores.
O mercado de grãos segue atento ao clima nos EUA e às negociações comerciais entre as maiores economias do mundo, que podem ditar os rumos dos preços nas próximas semanas.