S&P: Compra de usina da Raízen pela Adecoagro não muda perspectiva de crédito

A agência de classificação de risco S&P Global Ratings afirmou que a aquisição da Usina de Caarapó, da Raízen, pela Adecoagro não altera as perspectivas para as métricas financeiras da compradora. A S&P mantém para a Adecoagro a nota “BB-“, com perspectiva estável.

Segundo a agência, o aumento de dívida necessário para financiar a compra da unidade — avaliada em R$ 760 milhões — deverá ser parcialmente compensado pelo crescimento no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) gerado a partir do novo ativo.

A transação foi fechada a um múltiplo de R$ 108 por tonelada de cana de capacidade instalada. A usina tem capacidade para processar 7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano, mas na safra 2025/26 moeu apenas metade desse volume (3,5 milhões de toneladas).

“Esperamos que a integração da usina ao cluster regional existente da Adecoagro possibilite sinergias operacionais potenciais, particularmente em logística e disponibilidade de cana”, afirmou a S&P Global Ratings em relatório.

Para a agência, a alavancagem ajustada (dívida ajustada sobre Ebitda) deve ficar cerca de 0,2 a 0,3 vez acima do esperado, de 2,5 vezes para esta safra. A expectativa é que o Ebitda da companhia cresça com a produção da nova unidade, mantendo a alavancagem na faixa entre 2 vezes e 2,5 vezes.

“Estamos avaliando a tolerância da empresa a uma estratégia expansionista mais agressiva e o potencial para uma alavancagem sustentada mais elevada”, concluiu a S&P.

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