A multinacional Syngenta Group divulgou nesta quinta-feira (27/8) os resultados do primeiro semestre de 2026, com receita global de US$ 12,2 bilhões, queda de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda, porém, subiu 2%, para US$ 2,4 bilhões. A retração nas vendas globais foi atribuída principalmente à reestruturação dos negócios e à redução das operações de comercialização de grãos de baixa margem na China.
Destaques por divisão
Na área de proteção de cultivos, as vendas cresceram 4%, para US$ 6,6 bilhões, impulsionadas pelo forte desempenho de produtos biológicos. O Brasil teve destaque, com alta de 7% nas vendas, mesmo sob pressão de preços, graças à adoção de novas tecnologias. A empresa obteve quase 900 novos registros, re-registros e extensões de rótulo no semestre.
Em sementes, as vendas globais somaram US$ 2,5 bilhões, alta de 1%. Novamente o Brasil se destacou: a venda de sementes de culturas de campo cresceu 18%, apoiada pelo milho de segunda safra, licenciamento de milho e lançamento de novas variedades de soja.
Desempenho na China e Adama
Na China, as vendas recuaram 15%, para US$ 2,5 bilhões, reflexo da redução dos negócios de comercialização de grãos de baixa margem e da otimização da operação de MAP. Por outro lado, segmentos como formulações de marca e sementes cresceram 15% e 4%, respectivamente.
A Adama, controlada do grupo, manteve vendas estáveis em US$ 2,1 bilhões, com crescimento de volumes em várias regiões e melhora da margem.
A Syngenta Group afirmou que, no primeiro semestre de 2026, reforçou sua ambição de ampliar as capacidades de inteligência artificial (IA) para liderança operacional e estratégica, investindo em parcerias e projetos que transformam a IA em valor de negócio tangível.