O governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, mobilizou uma força-tarefa para levantar os prejuízos causados aos produtores rurais pelo forte temporal que atingiu a região de Ribeirão Preto. Técnicos da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) estão percorrendo propriedades rurais para identificar e dimensionar os danos à produção e à infraestrutura, prestar apoio aos produtores e subsidiar a definição de medidas emergenciais.
O levantamento preliminar da secretaria aponta Taquaritinga como o município com o quadro rural mais crítico, com relatos de perdas em estufas, lavouras, pomares e estruturas de propriedades rurais. Também foram identificados impactos em canaviais, estoques de amendoim e estruturas produtivas nas regiões de Ribeirão Preto e Jaboticabal. Em Guariba, onde houve forte queda de granizo, os dados ainda estão sendo apurados, uma vez que o município permanece isolado em função dos estragos, dificultando o acesso das equipes.
Entre as culturas mencionadas nos levantamentos preliminares estão citros, goiaba, manga, abacate, feijão, girassol e hortaliças. A extensão das perdas ainda está sendo apurada, sem definição do número de hectares atingidos ou do valor financeiro dos prejuízos.
A operação mobiliza 21 técnicos em campo, sendo 13 da CATI Regional de Ribeirão Preto e oito da Regional de Jaboticabal, além de três profissionais no apoio aos levantamentos. O trabalho envolve vistorias presenciais e informações coletadas junto a produtores, Casas da Agricultura, prefeituras, Defesas Civis, sindicatos, cooperativas, associações, usinas e empresas do setor. Em Taquaritinga, mais de 20 produtores já foram contatados. Um formulário eletrônico foi disponibilizado pela CATI para padronizar o registro dos danos em lavouras, pastagens, criações, máquinas e infraestrutura rural.
Paralelamente, as áreas técnicas da secretaria trabalham na consolidação das informações que poderão subsidiar uma linha emergencial de crédito pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP). Também estão em avaliação outras alternativas de apoio, como eventual prorrogação de parcelas e mecanismos voltados à recuperação de estruturas danificadas. Para agroindústrias atingidas, a secretaria deverá avaliar, junto à Desenvolve SP, possíveis medidas específicas.