Guilherme Batista, engenheiro agrônomo com passagens por Bayer, Provivi e Bionat, criou a Agro Art, empresa especializada na produção de vídeos com inteligência artificial para o agronegócio. O objetivo é transformar conhecimento técnico em experiências visuais que ajudam produtores a entender tecnologias e soluções.
Da pesquisa às grandes lavouras
Formado em Engenharia Agronômica pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Guilherme começou a carreira na pesquisa de inseticidas da Bayer, em Paulínia (SP). Depois, mudou-se para o norte de Mato Grosso para trabalhar na Provivi, startup norte-americana dona de uma tecnologia à base de feromônio para o controle da lagarta-do-cartucho. Na função, atendeu alguns dos maiores grupos agrícolas do país, como Bom Futuro, Bom Jesus e SLC Agrícola.
“Ali eu vi o agro na escala mais alta que existe. E vi também que, por melhor que seja a tecnologia, ela só chega ao campo se alguém conseguir explicar o que ela faz.”
De porteira em porteira
A entrada na área comercial veio pela Bionat Soluções Biológicas. Como representante da empresa, Guilherme passou um ano e meio em Sorriso (MT), na região da BR-163, visitando propriedades e gerando demanda entre grandes produtores de soja, milho e feijão. Depois, atendeu pequenos e médios produtores de tomate, pepino e uva em Itapetininga (SP), e cooperativas e produtores de cana-de-açúcar, laranja e limão na região de Araçatuba, no Oeste Paulista.
“Cada região tem um perfil de produtor diferente, uma linguagem diferente. Mas em todo lugar a dificuldade era a mesma: fazer a pessoa entender o que estava comprando.”
O vídeo que virou empresa
A virada começou quase como um teste. Guilherme passou a usar ferramentas de inteligência artificial para criar vídeos em cartoon 3D sobre temas agronômicos. Depois, impôs a si mesmo um desafio maior: refazer inteiramente com IA um vídeo publicitário produzido por uma agência de marketing.
Quando o vídeo ficou pronto, ele percebeu que era possível mostrar o que acontece dentro do solo, dentro da raiz e no ciclo de uma praga — tudo aquilo que passou anos tentando explicar apenas com palavras. Assim surgiu a Agro Art, que hoje produz vídeos personalizados para multinacionais do agro, consultores ambientais e empresas de todos os portes.
“A IA é a ferramenta. O que faz o vídeo funcionar é saber exatamente o que mostrar e por quê. E isso vem do campo.”
Conhecimento que precisa aparecer
Além de atender empresas, Guilherme ensina outros profissionais a produzir vídeos com IA, por meio de mentorias e cursos. Para ele, saber comunicar passou a ser tão importante no agro quanto dominar a técnica.
“Tem muito engenheiro agrônomo, consultor e técnico com um conhecimento enorme que ninguém conhece, porque não sabe mostrar o que sabe. A inteligência artificial abriu essa porta.”
Depois de 12 anos rodando o país de lavoura em lavoura, Guilherme resume a nova fase sem rodeios: “Eu não saí do agro. Só mudei a forma de levar o agro até as pessoas.”
Para saber mais, visite o site da Agro Art ou acompanhe o trabalho de Guilherme no Instagram.