O trigo voltou a subir na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (1º), impulsionado por dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) que indicaram redução na área plantada e estoques menores do cereal. Os contratos futuros com vencimento em setembro fecharam em alta de 1,82%, cotados a US$ 6,00 o bushel.
Segundo Jonathan Pinheiro, analista de gestão de riscos da StoneX, o mercado ainda reflete o relatório divulgado na terça-feira pelo USDA, que mostrou um corte significativo na área semeada com trigo nos Estados Unidos. O órgão estimou o plantio em 17,2 milhões de hectares, abaixo dos 17,7 milhões projetados em março e também inferior às expectativas dos analistas.
Além disso, os estoques de trigo nos EUA caíram para 25,1 milhões de toneladas em 1º de junho, contra as 25,4 milhões esperadas pelo mercado, o que também contribuiu para a valorização dos preços.
Soja e milho também avançam
A soja registrou leve alta pelo segundo pregão consecutivo. Os contratos para agosto subiram 0,80%, para US$ 11,3325 o bushel. De acordo com a consultoria Granar, o movimento foi impulsionado por rumores de novas compras chinesas de soja americana. Analistas destacam que o interesse da China é um dos poucos fatores de sustentação para a oleaginosa no mercado externo, já que as cotações tendem a cair diante do bom desenvolvimento das lavouras nos EUA.
O milho também avançou, com os contratos para setembro fechando em alta de 1,44%, a US$ 4,2275 o bushel. O USDA informou que os estoques de milho no país somaram 134,4 milhões de toneladas em 1º de junho, volume abaixo das projeções do mercado, que eram de 137,52 milhões de toneladas.