O Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, o que torna o agronegócio vulnerável a oscilações internacionais de preços e riscos de desabastecimento. Essa dependência externa é um dos temas centrais nos planos de governo dos candidatos à presidência, que buscam soluções para fortalecer a produção nacional e garantir a segurança alimentar.
Entre as propostas comuns estão a ampliação da produção interna de fertilizantes, o estímulo à exploração de minerais como potássio e fosfato, a diversificação de fornecedores internacionais, o incentivo aos bioinsumos e a redução de barreiras regulatórias e de importação. Confira abaixo o que cada candidato propõe (em ordem alfabética):
- Augusto Cury (Avante): Sem menção específica aos fertilizantes no plano.
- Clariana Barão (DC): Sem menção específica.
- Edmilson Costa (PCB): Critica o uso intensivo de agrotóxicos e fertilizantes químicos, apontando esgotamento de recursos naturais e contaminação.
- Flávio Bolsonaro (PL): Defende reduzir a dependência externa com apoio à produção nacional de fertilizantes a partir de minerais como potássio e fosfato.
- Hertz Dias (PSTU): Sem menção específica.
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Propõe ampliar a produção nacional, com destaque para a retomada de unidades da Petrobras e fomento a bioinsumos.
- Renan Santos (Missão): Quer executar o Plano Nacional de Fertilizantes, acelerar licenciamento para exploração mineral e estabelecer meta de zerar dependência de fertilizantes russos, bielorrussos ou marroquinos até 2035.
- Romeu Zema (Novo): Sugere facilitar a produção nacional e a compra de fertilizantes e defensivos de alta qualidade, abrindo concorrência e destravando projetos minerais.
- Ronaldo Caiado (PSD): Propõe ampliar competitividade aumentando oferta de fertilizantes, reduzindo custos, executando o Plano Nacional de Fertilizantes e estruturando programa de bioinsumos.
- Rui Costa Pimenta (PCO): Sem menção específica.
- Samara Martins (UP): Sem menção específica.
- Wilson Grassi (Democrata): Sem menção específica.
Apesar das diferenças, há consenso de que a dependência externa de fertilizantes representa um desafio estratégico para a competitividade do agronegócio e para a segurança do abastecimento alimentar do país.